terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Clipping da Brigada Militar do RS







                                                   ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
SECRETARIA DA SEGURANÇA PÚBLICA
 BRIGADA MILITAR - ESTADO MAIOR
P M - 5

          CLIPPING DE TERÇA-FEIRA,

 19 DE JANEIRO DE 2016

  



ROUBO DE VEÍCULOS CRESCE 89% NO LITORAL (CAPA E PÁGINA 17) As ocorrências registradas nos 20 primeiros dias do verão na Operação Golfinho, em todo o Estado, revelam que os motoristas precisam ter o cuidado redobrado neste verão. Nos municípios que integram a ação, nos litorais Norte e Sul, o aumento do roubo de carro foi de 89% comparado com o mesmo período da temporada 2014-2015. Entre 22 de dezembro de 2015 e 10 de janeiro deste ano, foram 36 veículos levados com violência. Os ladrões roubaram 17 carros no Litoral Norte e 19 no Sul. Na temporada anterior, 19 haviam sido levados no total. O número ganha mais expressão se comparado às últimas cinco edições da operação: até agora, é o maior, tendo em segundo lugar a temporada 2011-2012, quando foram roubados 35 veículos nos mesmos 20 dias. “Os finais de semana à noite são preferidos pelos ladrões. Atenção ao entrar e sair do carro é fundamental”, afirma o major Ronie Coimbra, coordenador de Comunicação da Brigada Militar (BM) na Operação Golfinho.Segundo ele, a BM faz barreiras para coibir o crime e impedir que carros furtados ou roubados saiam das praias. O resultado, afirma, tem aparecido: 103 haviam sido recuperados até ontem. “Como não há flagrante, os detidos em barreiras respondem por receptação nesses casos”, explica. Identificar possíveis ladrões de carro pela roupa ou condição social é um dos grandes erros. “Se um estranho se aproxima, mesmo bem vestido, é preciso cuidado. Se parado perto do portão sem motivo, se deve ligar para o 190”, alerta o major. Para os veranistas do Litoral Norte – entre Quintão e Torres –, a notícia é ainda mais preocupante. O salto do roubo de carros foi de 183% comparado ao mesmo período do ano passado.Até o dia 10, a BM contava 17 veículos roubados na região. Na mesma época da temporada anterior, seis carros foram levados, mesma quantidade registrada na temporada 2013-2014, segundo a BM. A migração de veranistas, nesta época, é o principal fator para o aumento dos ataques. LITORAL NORTE/SUL

VIRADA NA SEGURANÇA É O MAIOR DESAFIO DE SARTORI (POLITICA +, COLUNA DE ROSANE DE OLIVEIRA, PÁGINA 8) Por mais que o governador José Ivo Sartori e seus secretários insistam em tratar os problemas da segurança pública do Rio Grande do Sul como um contratempo que todos os Estados enfrentam, nos bastidores existe o reconhecimento de que a situação passou dos limites. Aliados do governador cobram uma virada na segurança, temerosos de que a apatia e o discurso conformista contaminem as candidaturas dos aliados na eleição municipal.Até no PMDB, partido do governador, a convicção é de que chegou a hora de trocar o discurso caótico da crise das finanças por uma postura mais propositiva. – Não se trata uma doença sem ter o diagnóstico, mas o diagnóstico em si não cura – diz o presidente do PMDB, Ibsen Pinheiro.O segundo ano do governo Sartori é o item 2 da pauta do próximo encontro estadual do PMDB, ainda sem data definida. O primeiro é a eleição municipal, incluindo a definição de reuniões regionais para tratar de candidaturas e a discussão do financiamento da campanha, agora que as doações de empresas estão proibidas. Aliados de diferentes partidos querem a demissão do secretário Wantuir Jacini. Argumentam que a Secretaria da Segurança precisa de alguém capaz de mudar a percepção de que o governo está conformado com resultados pífios no combate à violência. Não está em discussão a capacidade técnica de Jacini nem sua lealdade – elogiadas por Sartori –, mas a postura excessivamente defensiva do secretário. O perfil do eventual substituto de Jacini varia conforme o interlocutor. Há quem defenda a indicação de alguém como o deputado Enio Bacci (PDT), que marcou sua rápida passagem pelo governo de Yeda Crusius pela performance de caçador de bandidos. Como esse perfil não combina com a visão de Sartori, o mais provável é que, se Jacini sair, o governo escolha um substituto com as qualidades de Ana Pellini (Ambiente) e João Gabbardo (Saúde), dois auxiliares elogiados pela competência e pela objetividade. O governo sabe que trocar o secretário não basta. Para virar a chave, será preciso nomear mais policiais civis e militares, investir em presídios e tomar medidas que devolvam ao cidadão a percepção de segurança nas ruas.

LEI KISS SEGUE NO PAPEL (RBS BRASILIA, PÁGINA 21) Na próxima semana, o incêndio da boate Kiss, que matou 242 pessoas, completa três anos. Já a alardeada Lei Kiss, que deveria padronizar regras e tornar as casas noturnas mais seguras no país, não foi aprovada em definitivo. O projeto passou pela Câmara, foi alterado no Senado e retornou à Câmara, onde tramita em três comissões. Por ora, não há previsão de votação em plenário. A futura lei sofre com a pressão de categorias. O Senado barrou convênios entre municípios e bombeiros. Prefeituras de cidades sem unidades de bombeiros militares fariam acordo para que os próprios bombeiros treinassem equipes em prevenção e combate a incêndios. Estas equipes realizariam fiscalizações. As corporações não querem ceder espaço. Na Câmara, segue o lobby, dois relatores do projeto são da bancada da farda: Capitão Augusto (PR-SP) e Tenente Lúcio (PSB-MG). Passados mais de mil dias da tragédia em Santa Maria, os congressistas que deram entrevistas e enviaram mensagens de solidariedade às famílias pouco fizeram. Fica a impressão de que aproveitaram a dor alheia para aparecer.

FORÇA (RBS BRASILIA, PÁGINA 21) Com novas explosões e assaltos a banco, o deputado Giovani Cherini (PDT) retoma o coro para que o governo do Estado convoque a Força Nacional, sugestão ignorada pelo Piratini. Cherini também critica a falta de policiais militares no Interior.








domingo, 17 de janeiro de 2016

Cabeça de homem é encontrada no Bairro Bom Jesus




Cabeça de homem é encontrada no Bairro Bom Jesus

FB_IMG_1453045551688 FB_IMG_1453045559038 IMG-20160117-WA0006 IMG-20160117-WA0009 IMG-20160117-WA0010 received_976745949030611-1
Um crime bárbaro movimentou dois batalhões da Brigada Militar em Porto Alegre, no início da manhã deste domingo. Um homem foi decapitado, e a cabeça foi encontrada por volta das 7h, na Rua Doutor Murtinho, próximo ao número 640, no Bairro Bom Jesus, na zona leste. Estava em uma caixa de papelão. Ainda não houve identificação.
Quase no mesmo horário, um corpo foi localizado na Avenida Protásio Alves, na altura do número 10200, Bairro Mario Quintana. Estava enrolado em um edredom, no qual foi escrita a frase “bala nos bala”. Para a polícia, a referência é à facção criminosa Bala na Cara.
A cabeça e o corpo foram recolhidos ao Departamento Médico Legal, onde será apurado se pertenciam à mesma pessoa.
A distância entre um local e outro é de aproximadamente 5km, e são áreas de atuação de diferentes batalhões da Brigada Militar. No Bairro Bom Jesus atua o 11º BPM e, no Mario Quintana, o 20º BPM. Também são regiões de responsabilidade de diferentes delegacias de homicídios na apuração de crimes: 5ª DHPP e 1ª DHPP.
No perfil de um jovem no Facebook, durante a manhã de domingo, foi feito uma postagem macabra, em nome do próprio dono da página. Com o título “Bala nos Bala, passa nada”, o post continha foto de uma cabeça humana entre várias armas, outra do corpo encontrado enrolado no edredom, e outra da cabeça.

sábado, 16 de janeiro de 2016

"Anjo da Guarda"




"Anjo da Guarda"
Hoje volto a minha infância, mas bem tenra mesmo, nascido em uma família normal para a época, isso quer dizer, Pai e Mãe, e (11) onze parto, para (12) doze filhos, sendo que (03) três não chegaram a vida adulta, mas o que mais marcou não foram as dificuldades para quem era criado na campanha, faltando, às vezes, até para alimentação, mas como dizia-se na época, onde comi um come dois, fato mais tarde compreendido que era só uma justificativa cultural da época.
Hoje, sem esquecer de nada, inclusive o rigor bondoso exercido pelos Pais na criação, o que mais marcou é quando, minha Mãe, mulher de religiosidade inabalável, no cristianismo católico, nos colocava lado a lado e nos ensinava a reverenciar nosso "Anjo da Guarda", de mãos postas rezávamos como total devoção....
No dia-a-dia, evidentemente a relação não era totalmente pacífica, com nosso "Anjo da Guarda", pois muitas vezes entendíamos que deveria ser total a proteção e nossas queixas
eram na época; o tropeço, que machucava o deão do pé, a vaca que escondia o terneiro na hora de prender, o cavalo, gavião, como chamava-se aquele que não se deixava prender com facilidade e outros deveres do cotidiano: mais tarde, adolescência, auge do eu sei tudo, sou auto suficiente, por muitas vezes, esquecemos o "nosso Anjo da Guarda", evidentemente nos momentos em tudo estava bem, mas na primeira dificuldade, a prova na escola, era motivo para reacender toda aquela confiança e sentimento "que nunca estamos sozinhos", que existi "DEUS", seja qual for seu deus; como digo a meu filho, mas dificuldades, não estando certo de teu "DEUS", reza para o "DEUS" do teu Pai...
Agora, na vida adulta, madura, cada vez mais, volto ao meu tempo de criança e mantenho a certeza que jamais estamos sozinhos e, então continuo buscando explicações para ter sido escolhido por tão bondoso "Anjo da Guarda", protetor incansável, que mesmo respeitando meu livre arbítrio e capaz a cada dia da minha vida me surpreender com resultados que fogem das explicações naturais para mim...... intuição, mas de quem para mim do meu "grande protetor, mentor espiritual, anjo da guarda,
Por isso digo, tenho muito pouco a pedir, frente ao que devo agradecer, mantendo sempre minha preocupação dos deveres assumidos para esta passagem pelo mundo material e quero sempre ser assistido para que não venha deixar de cumprir...........mas também me acalma a garantia do progresso permanente....

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

BRASIL: CEARENSE COM 131 ANOS PODE SER HOMEM MAIS VELHO DO MUNDO.


N1Noticias

BRASIL: CEARENSE COM 131 ANOS PODE SER HOMEM MAIS VELHO DO MUNDO.

idoso mais velhoUm ex-seringueiro cearense, morador da comunidade Estirão do Alcântara (Acre), pode ser o homem mais velho do mundo, pois com 131 anos desbanca o último homem reconhecido com o título – Yasutaro Koide, 112 anos. A história de João Coelho de Souza foi divulgada pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS-AC). A certidão de nascimento do idoso diz que ele nasceu em 10 de março de 1884, em Meruoca (CE).
O cearense aposentado é pai de três filhos e mora com a esposa de 62 anos e uma neta de 16 anos, que cria como filha. A família disse que ele é bastante lúcido. João recebeu a visita de um funcionário do órgão para a comprovação de vida dele, procedimento que ocorre com pessoas seguradas com mais de 90 anos.
A visita do INSS à casa do aposentado ocorreu quando ele teria 129 anos, mas a história repercutiu nas redes sociais após uma postagem do gerente da agência central do INSS em Rio Branco, Kennedy Afonso.
Segundo Kennedy, que substituiu um fiscal na renovação de procuração, o cearense foi para o Acre quando tinha 11 anos. “Faço um apelo ao governo do Estado e/ou ao prefeito de Sena Madureira, que determinem ao órgãos competentes para que façam um levantamento e, confirmando-se a veracidade dos fatos, que reivindiquem a inscrição no Livro dos Recordes, com certeza é o homem mais velho na face da terra”, disse.

PORQUE SOLDADOS QUE MORAM NOS QUARTEIS SÃO CHAMADOS DE LARANJEIRA?




Milico Ponderão ${lastestitemTitle}


Posted: 15 Jan 2016 06:19 AM PST
Só para situar os leitores civis, “laranjeira” é o militar que por algum motivo mora no quartel, ou seja, quando todos voltam pra casa diariamente após o toque de ordem, o laranjeira fica no quartel. É no quartel que ele come, bebe, dorme, toma banho (nem todos) assiste TV e etc...ele realmente mora no quartel. Na maioria das vezes o cara é laranjeira por ser de outra cidade e com isso ele só vai para casa da mamãe só nos finais de semana (isso se ele não pegar um serviço no final de semana).

Pois bem, agora vamos à explicação: os militares que moram nos quarteis são chamados de “laranjeiras” pois, como já dito acima, a maioria moram no interior e vão para as capitais ou cidades grandes para servir e reza a lenda que esses soldados iam pra casa (sítio) no final de semana e quando voltavam traziam sacos de laranjas para o seu mantimento durante a semana (mais pra ter um bizu no armário) ou até mesmo traziam laranjas para agradar alguns superiores. Por esse motivo, militares que moram no quartel são chamados até o dia de hoje de laranjeiras.

E você, já tinha escutado essa história? Conhece outra versão? Conta pra nós nos comentários.

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DESMONTANDO O CONLUIO DAS DROGAS



De Jacinto Flecha
 
 
 
DESMONTANDO O CONLUIO DAS DROGAS

         Se alguém me oferece ou pede um cigarro, respondo como sempre respondi:
         — Eu não fumo.
         Antigamente eu o fazia um tanto constrangido, quando o bonito era desafiar a proibição paterna ou dos educadores, e se exibir soltando artisticamente a fumacinha, com a elegância enfatuada dos ídolos do cinema. O exibicionismo ensaiado deles, regiamente remunerado por fabricantes de cigarros, provocava exclamações admirativas de senhoritas e senhoritos. Por imitação, estes e estas bancavam atores, com a ilusão de colecionar admiradores. Só mais tarde se divulgou que o câncer de pulmão, provocado pelo cigarro, estava ceifando a vida de muitas “celebridades” de Hollywood, sem perdoar também muitos dos seus admiradores.
         Enquanto isso eu mantinha a irredutível decisão de não fumar. Ela remonta aos meus oito anos, quando uma noite meu primo prafrentex, com quase o dobro da minha idade, ofereceu-me um cigarro já aceso, instruindo-me a dar uma tragada. Dessa tentativa frustrada só me resta a lembrança de uma horrível tosse, seguindo-se a dificuldade em conciliar o sono. Daí em diante, sempre vi o ato de fumar como uma insensatez. Aquela tosse bastou para manter longe de mim o cigarro.
         Muitas coisas mudaram desde então. A ciência associou o fumo ao câncer das vias respiratórias, e uma campanha midiática tornou respeitável, até obrigatória, a atitude do não fumante. Passou a render votos qualquer medida destinada a reduzir o consumo de cigarros. Ficou bonito não fumar, e até proibir o fumo dos outros.
         Se as minhas flechas visassem sempre proibir alguma coisa, eu poderia captar elogios usando-as para proibir a proibição. Por exemplo, apontaria algumas para quem obrigou os fabricantes a imprimir nos maços de cigarro aquelas figuras de mau gosto; levantaria o problema de desemprego dos cultivadores de tabaco; lamentaria a redução do lucro dos revendedores; criaria um saudosismo para exigir a volta de atores e atrizes tabagistas; exaltaria a importância dos altíssimos impostos sobre cigarros e bebidas alcoólicas para custear atividades indispensáveis; ressaltaria que essa caça às bruxas é uma imperdoável restrição à sacrossanta liberdade.
         Não vou fazer nada disso. Mas naturalmente a sua expectativa é que eu faça algo, então vamos ao que interessa.
         Você certamente sabe que quase todos os ídolos de rock e congêneres (este quase é apenas prudencial) são vorazes consumidores de drogas. Não o escondem, e o fato de se drogarem é um incentivo para seus admiradores embarcarem nessa canoa mortal. Da mesma forma que atores fumantes morreram de câncer pulmonar, as celebridades de hoje morrem ou se inutilizam prematuramente consumindo drogas.
Imagino que as autoridades sabem disso, embora seja comum elas cumprirem a ordem de não ver o que todos veem. Você pode lançar-me em face que as autoridades desenvolvem uma ação impiedosa e contínua contra a produção e tráfico de drogas. Vamos examinar juntos este assunto e pensar sobre ele?
Comecemos com um exemplo de área semelhante. É sabido que nos Estados Unidos o consumo de bebidas alcoólicas durante a lei seca foi maior que na ausência dela. Deve ter entrado aí a atração pelo que é proibido, mas o fato certo e constante é que, quanto mais rigorosa a proibição, mais compensadores se tornam a produção clandestina e o tráfico. Resultado inevitável da lei da oferta e procura.
Substitua bebidas alcoólicas por drogas, e entenderá que produção e comércio de drogas se beneficiam da clandestinidade. Dificultando a oferta de um produto, seu preço aumenta e ele se torna mais lucrativo. Igualzinho às bebidas alcoólicas.
Li recentemente que o tráfico de drogas “fatura” anualmente mais do que o conjunto dos laboratórios farmacêuticos de todo o mundo. Não lhe parece que uns quatrocentos bilhões de dólares são um poderoso atrativo? E não lhe parece que sobra dinheiro para comprar quem se vende?
         O consumo de drogas pelas “celebridades” atuais é um forte incentivo para seus admiradores se viciarem, daí eu levantar uma pergunta incômoda: adianta reprimir a produção e tráfico, se permanece livre a propaganda feita pelos viciados famosos? Coloque de um lado o incentivo ao consumo, por meio de fatores tão possantes como esse; de outro lado, coloque a redução da oferta, pela perseguição aos produtores e traficantes. Reduzir a oferta, e ao mesmo tempo aumentar o consumo, eis um esquema sincronizado, um binário de forças girando de modo altamente favorável aos que lucram com as drogas. Não lhe parece provável que agentes remunerados atuem em ambos os lados, obedecendo aos mesmos comandos? Se era remunerada a propaganda do cigarro feita pelos atores, por que seria diferente com as drogas?
         (Tudo bem. Então você propõe liberar o comércio de drogas?)
         Não, caro leitor, minha ingenuidade não chega a tanto. Nem proponho revogar a lei da oferta e procura. Muito melhor é reservar um espaço privativo para essas “celebridades” (não só as do rock) consumirem drogas à vontade. Cadeias não faltam, para promover essa atividade saneadora. Serão convidados permanentes todos os que divulguem, financiem ou insinuem qualquer tipo de propaganda ou referência elogiosa ao uso de drogas. Farão um bem enorme uns aninhos de cadeia para transgressores de qualquer tipo ou tamanho. Só sairão de lá quando renunciarem definitivamente ao uso de drogas – vivos ou mortos, portanto – e esta última hipótese talvez se concretize antes. Em caso de reincidência, prisão perpétua. O conceito de cadeia pode até ser amenizado com um nome politicamente correto, como desintoxicação compulsória.
E ficaremos livres também dessa outra “droga”, que é o próprio rock...

(*) Jacinto Flecha é médico e colaborador da Abim
 
 
 

 
 
 
Fonte: Agência Boa Imprensa – (ABIM)
 
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Inteligente ou educado, o que vale mais?






 
Gregorio Vivanco Lopes  
 
 
 
Sempre admirei os pensamentos formulados com inteligência e brilho. Entre eles, por exemplo, certos ditos franceses, cheios de espírito, coruscantes como pedras preciosas, que ao mesmo tempo desvendam realidades evidentes mas difíceis de formular. Cito este do escritor Edmond Rostand: “O sol, sem o qual as coisas não seriam senão o que elas são!”. Ou este, de autor desconhecido: “Se deres as costas à luz, nada mais verás que a tua própria sombra”.
Entretanto, cabe a pergunta: a inteligência é um valor humano supremo, ou é mais elevada a educação?
Estando eu presente certa vez numa roda de conversa em torno do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, fui surpreendido pela afirmação dele, de que a educação vale mais do que a inteligência. Vindo de tão insigne mestre, aceitei de pronto esse pensamento e o incorporei ao meu patrimônio intelectual. Mas foi só depois, com o tempo e com a experiência trazida pelos estudos e pela vida, que pude medir a realidade densa e deleitável que se encerra nessa luminosa afirmação.
Plinio Corrêa de Oliveira entendia a educação, é claro, não apenas no sentido corriqueiro do modo como a pessoa cumprimenta os conhecidos quando os encontra, e não lhes diz palavras que os deixem mal à vontade. Esse é o rés-do-chão da educação. Ele empregava o termo educação no seu sentido mais amplo e mais elevado, que implica um processo de formação das mentalidades, dos hábitos, de comunicação de uma cultura.
A educação está ligada à existência de todo um contexto social que forma as pessoas de acordo com certos princípios, certos valores espirituais e morais, certos costumes, certas regras que não apenas se aprendem mas se assimilam. Os mais jovens as recebem como que por osmose dos mais antigos, pelo convívio, nas conversas, pelos mil imponderáveis enfim da vida em sociedade. Educação e tradição, nesse contexto, são termos correlatos e complementares.
Uma criança muito inteligente, vivendo num ambiente culturalmente pobre como seria uma tribo primitiva, tem muito menos possibilidade de desenvolver suas especificidades e de influenciar os outros, do que uma outra de inteligência comum que vivesse num ambiente estuante de personalidade e de cultura, como foi a corte de Luís XIV, por exemplo.
Inteligência pode manifestar-se de improviso em qualquer um. A educação, pelo contrário, é fruto de um processo laborioso que por vezes demanda várias gerações. Por isso o igualitarismo revolucionário odeia mais as desigualdades resultantes da educação do que as da inteligência.
Tais considerações confluem naturalmente para analisar os males de uma anti-educação. Ou seja, um conjunto de medidas que não visam esculpir o espírito humano como se esculpe o mármore, para nele formar uma bela figura, mas sim deformar a alma humana de modo a desfigurá-la e torná-la monstruosa, nos conhecidos moldes da liberdade sem freios, do socialo-marxismo, da ideologia de gênero e outros que tais.
E é para este último tipo de anti-educação que parecem convergir hoje os currículos de nossas escolas no Brasil, sob a égide de governos sem moral nem dignidade.
Quantas inteligências infantis, que podem ser notáveis e até superiores, são hoje desviadas e desperdiçadas por falta de uma educação nobre e elevada!
(*) Gregorio Vivanco Lopes é advogado e colaborador da ABIM
  
 

 
 
 
Fonte: Agência Boa Imprensa – (ABIM)
 
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Clipping da Brigada Militar do RS


        


                                              ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
SECRETARIA DA SEGURANÇA PÚBLICA
 BRIGADA MILITAR - ESTADO MAIOR
P M - 5

          CLIPPING DE QUINTA-FEIRA,

 14 DE JANEIRO DE 2016

  



AVANÇO NA TAXA DE HOMICIDIOS COLOCA RS ENTRE OS MAIS VIOLENTOS (CAPA E PÁGINAS 6 E 7) Diferentemente do que muita gente pensa ou diz, a escalada de violência não é generalizada no Brasil. Ao comparar estatísticas divulgadas por secretarias estaduais de Segurança, o sinal é de que o crescimento da criminalidade não é um fenômeno nacional.Levantamento nos 11 maiores Estados, onde vivem 78% dos brasileiros de norte a sul do país, aponta que os homicídios – o principal indicador internacional de violência –, cresceram somente entre gaúchos e pernambucanos de janeiro a setembro do ano passado ante igual período de 2014. E, no mesmo intervalo, o Rio Grande do Sul ainda registra os maiores aumentos de assaltos e de roubos de veículos entre sete Estados pesquisados. Em média, os homicídios nos 11 estados reduziram 6,3%. Mas no Rio Grande do Sul, subiram 3,5% e, em Pernambuco, 11,6%. Os índices estão em ascendência há pelos menos três anos. Neste período, o governo gaúcho, na tentativa de conter as mortes, lançou projetos especiais em áreas conflagradas, como os Territórios da Paz, formou força-tarefa conjunta entre PMs e policiais civis e criou delegacias especializadas para investigar homicídios em 11 cidades. As iniciativas não tiveram o resultado esperado. Em Pernambuco, a principal medida para enfrentar crimes de sangue foi o chamado Pacto pela Vida, criado em 2007 e regulamentado em decreto como política de segurança cinco anos depois. O programa até colheu bons frutos por algum tempo, mas dá sinais de fragilidade. O curioso neste paralelo, é que, nos dois casos, as explicações para o aumento das mortes são parecidas. Autoridades pernambucanas lamentaram às dificuldades financeiras no país e uma espécie de boicote de policiais em cumprir metas, por causa de congelamento de salários. Em entrevista semana passada, o governador José Ivo Sartori justificou como uma das razões para a elevação da violência no RS a crise na economia nacional e o desemprego. Mas uma análise da estatística indica outra realidade nacional, sobretudo no centro do país. Os melhores índices de redução da violência pertencem a São Paulo e Rio de Janeiro, respectivamente os Estados com maior destaque e visibilidade. Além da elevação dos homicídios, o Rio Grande do Sul amarga números nada invejados em crimes contra o patrimônio. Os assaltos cresceram 26,3% em 2015, e os roubos de veículos, ainda mais, 30,4%. Parte disso pode ser atribuída à queda drástica do efetivo de policiais militares nas ruas e do aumento de criminosos condenados em prisão domiciliar por falta de vagas nas cadeias, como noticiou ZH no domingo. Assim como para evitar homicídios, autoridades gaúchas já experimentaram ações para frear os ladrões de carros, responsáveis, também por latrocínios (roubo com morte). Algumas não saíram do papel, como a que prevê câmeras de vigilância inteligentes em vias de grande circulação, que alertam a uma central de monitoramento sobre a passagem de veículos em situação irregular. A última promessa, prevista para entrar em prática no mês que vem, é a nova lei dos desmanches, com objetivo de inibir os crimes relacionados aos roubos e furtos de automóveis, combatendo o comércio clandestino de autopeças entre ferros-velhos ilegais. “O grande desafio é investir em segurança e na qualificação da gestão”, avalia José Vicente da Silva, coronel reformado da PM de São Paulo e professor do Centro de Altos Estudos de Segurança da corporação. ESTADO
PARA ESPECIALISTAS, AUTORIDADES AMENIZAM RESPONSABILIDADES (PÁGINA 7) A cada manifestação de uma autoridade, sua responsabilidade tenta ser minimizada, empurrando o problema para o contexto nacional, afirma o consultor em segurança José Vicente da Silva. O especialista lembra que fatores sociais e econômicos influenciam na violência, mas assegura que a polícia pode e deve fazer diferença no combate à criminalidade. “Não adianta dizer que tem problemas em todo o Brasil. Existem problemas de segurança no país? Existem. Mas existem áreas de sucesso. Em algum momento, o Rio Grande do Sul tem de rea­gir para a situação não piorar ainda mais”, opina o consultor, coronel reformado da PM de São Paulo e professor do Centro de Altos Estudos de Segurança da corporação. “Os discursos são tentativas de justificar o fracasso da política de segurança”, opina o sociólogo Rodrigo Azevedo, professor da PUCRS e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Azevedo elenca três pontos que considera fundamentais para reprimir a criminalidade:
1 Investir em policiamento ostensivo, com foco da melhoria na sensação de segurança e no recolhimento de armas.
2 Maior articulação entre Estado e prefeituras, com participação das guardas municipais e outros organismos para ampliar serviços essenciais, como iluminação das ruas e evitar a degradação de ambientes públicos.
3 Necessidade de investir em presídios para reduzir o poder de facções, propulsoras da violência.
COMO RIO E SÃO PAULO DIMINUEM TAXAS DE CRIMES (PÁGINA 7) O Rio de Janeiro e São Paulo aparecem no topo no ranking de 11 estados como os únicos que, simultaneamente, baixaram os índices de assassinatos, assaltos e roubos de veículos em 2015. São Paulo apresenta queda de 11,7%. Foram 2.965 assassinatos (até setembro), o mesmo número de vítimas no Ceará, Estado com cinco vezes menos habitantes. No Rio, o recuo dos homicídios em 2015 foi ainda mais representativo, 18,9%. Os homicídios em São Paulo estão em queda há pelo menos 15 anos, e atingiram em 2015 o índice mais baixo no período, com taxa de 6,7% casos para cada 100 mil habitantes (até setembro). E a projeção para 2016 é de baixar mais as taxas de violência. Em 8 de janeiro, a capital paulista alcançou marca invejável. Com 11,9 milhões de moradores – mais habitantes do que o Rio Grande do Sul –, a maior cidade da América Latina comemorou 24 horas sem registro de homicídios, fato parecido tinha ocorrido em dezembro de 2007. Mais rico Estado brasileiro, responsável por um terço do PIB do país, São Paulo vem investindo pesado em segurança há quase duas décadas. Algumas ações: ergueu mais de 50 penitenciárias, construiu cerca de 500 bases comunitárias para a policia militar – metade fixas em bocas de favelas e áreas conflagradas, e vem contratando policiais, à medida que outros se aposentam. A PM paulista tem cerca de 90 mil servidores e perdeu 3 mil (3,3%) em 2015. A Brigada Militar tem 21,4 mil PMs e deixaram a corporação 2,1 mil (10%) no ano passado, sem perspectivas de contratação de novos servidores a curto prazo. No Rio de Janeiro, uma das estratégias foi a instalação das unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) em 38 regiões, 37 na Capital, aumentando o policiamento em áreas conflagradas e interromper o que é chamado de lógica de guerra, onde vivem 1,5 milhão de pessoas – equivalente a população de Porto Alegre.Também foi estabelecido um sistema de metas compartilhadas para melhoria dos serviços que são cobradas em conjunto, tanto da PM quanto da Polícia Civil, o que as obrigou a trabalhar em parceria. Nas unidades que atingem os índices de produtividade, todos os servidores são premiados com dinheiro, variando de R$ 4,5 mil a R$ 13,5 mil para cada policial por semestre (os valores estão sendo revisados por conta da crise financeira que o Estado enfrenta este ano). É verdade que parte desses investimentos é fruto de ajuda federal por causa de eventos internacionais como Jogos Pan-americanos, em 2007, depois para Copa do Mundo, em 2014, e Olimpíada, que ocorrerá em agosto deste ano. “O aporte de recurso foi proporcional aos desafios. Esses eventos exigem muito das polícias”, afirma Roberto de Sá, subsecretário de Planejamento e Integração Operacional da Secretaria de Segurança do Rio. RIO DE JANEIRO E SÃO PAULO

PIRATINI RENOVA GESSO NOS GASTOS PÚBLICOS (POLITICA +, COLUNA DE ROSANE DE OLIVEIRA, PÁGINA 8) Os próximos seis meses serão de cintos apertados no governo do Estado. O decreto assinado ontem pelo governador José Ivo Sartori renova o gesso que, ao longo de 2015, resultou numa economia de R$ 980,8 milhões. Orçadas em R$ 5,03 bilhões, as despesas de custeio caíram para R$ 4,05 bilhões. A tática do governo é renovar o decreto de seis em seis meses. Não há qualquer sinal de que Sartori venha a afrouxar o torniquete no segundo semestre. Na prática, a assinatura do decreto significa que o governo continuará segurando os gastos com diárias, horas extras, passagens aéreas, consultorias, serviços terceirizados e compra de material permanente. Viagens ao Exterior serão tratadas como exceção e terão de ser autorizadas pelo governador. O repórter Matheus Schuch, da Rádio Gaúcha, descobriu que a primeira exceção aberta é a viagem do secretário da Educação, Vieira da Cunha, aos Estados Unidos e à Inglaterra, para participar de encontros e visitas a instituições. Vieira ficará no Exterior de 16 a 30 de janeiro. São sete diárias de 360 euros e sete de US$ 300, mais as passagens aéreas, em valor não informado. O ponto mais polêmico do decreto é, novamente, o congelamento das nomeações e a proibição de abertura de novos concursos públicos. Em entrevista à Gaúcha Serra, o governador repetiu o argumento usado ao longo de todo o ano passado e nos primeiros dias de 2016, ao ser questionado sobre a nomeação de concursados para a área de segurança: não tem como colocar mais gente para dentro da máquina pública, se falta dinheiro para pagar os atuais servidores. “Queremos conter gastos para fazer mais nessas áreas. Quando tivermos margem financeira, responsavelmente, vamos ampliar os efetivos”, escreveu Sartori em seu perfil oficial no Twitter. Em outro post, avisou: “Mas não esperem de mim falsas promessas e nem irresponsabilidade. Sei o meu papel e o preço político das decisões”. O decreto prevê que concursos com validade a expirar nos próximos 180 dias poderão ser prorrogados pelos secretários da área. O problema para os aprovados é que alguns processos seletivos já foram prorrogados e não podem ter o prazo de validade estendido. O texto abre a possibilidade para contratações e nomeações em caráter excepcional. Isso significa que o Estado poderá, por exemplo, nomear agentes da Susepe para permitir a abertura de novos presídios. Ou chamar professores, se não for suficiente a devolução dos que estão cedidos para outros órgãos. Pelos cálculos do Piratini, o Executivo está impedido de contratar novos servidores por ter superado o limite prudencial para gastos com pessoal previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal. Em relação a brigadianos e policiais civis, não há previsão de nomeação nos próximos seis meses. Aliados de Sartori estão tentando convencê-lo a propor a extinção de órgãos públicos considerados desnecessários, com o compromisso de investir todo o valor economizado na ampliação do efetivo na área de segurança pública.

QUAIS OS DESAFIOS DE SARTORI PARA HONRAR COMPROMISSOS ASSUMIDOS (PÁGINA 10) Se quiser honrar os compromissos assumidos em entrevistas concedidas quinta-feira passada, o governador José Ivo Sartori terá de superar uma série de entraves. Conhecido pela aversão a promessas, Sartori revelou três prioridades de sua gestão: concluir a duplicação da ERS-118 até o fim do mandato, lançar ainda este ano os primeiros editais para a concessão de estradas e apresentar, em fevereiro, projeto de lei para ampliar o número de PMs nas ruas.Nenhuma das iniciativas depende exclusivamente da vontade do chefe do Poder Executivo. O caso mais emblemático é o da ERS-118, na Região Metropolitana. Desde 2006, quando as máquinas iniciaram o trabalho – suspenso há mais de ano –, sucessivos governos prometeram a conclusão. Nenhum cumpriu. Com o agravamento da crise, o sonho parece ainda mais distante. Sartori inicia o segundo ano de gestão sem nem sequer ter um plano definido em relação à rodovia. Segundo o secretário dos Transportes, Pedro Westphalen, “duas ou três propostas estão sendo finalizadas”, e as obras serão concluídas a tempo. Mas, na prática, não há garantias. Quanto ao plano de concessões, Sartori depende da Assembleia para levar a iniciativa adiante. Se conseguir a aprovação e lançar os editais no prazo estipulado, ainda terá desafio maior pela frente: torcer para que apareçam interessados e fechar bons negócios para o Estado. Como o tema ganhou status de tabu, o líder do governo no parlamento, Alexandre Postal (PMDB), sabe que terá trabalho para convencer os aliados a darem o primeiro passo: “Não vai ser uma coisa tranquila, mas vamos fazer o possível pela aprovação”. No caso dos PMs cedidos que atuam em áreas administrativas e poderiam estar policiando as ruas, também há dúvidas. A proposta não está clara e dependerá de aval do Legislativo. Há incertezas quanto a sua efetividade e restrições de entidades como a Associação de Cabos e Soldados (Amabf) e a Associação dos Oficiais da Brigada Militar (Asof). “Nem de longe isso vai solucionar a defasagem de efetivo. É mais um paliativo para iludir a população”, afirma o presidente da Asof, coronel Marcelo Frota. O comandante-geral da BM, coronel Alfeu Freitas defende a mudança: “Diante das atuais circunstâncias, qualquer reforço é bem-vindo”. PORTO ALEGRE

MÃES MORTAS AO DEFENDER SEUS FILHOS (PÁGINA 22) Tragédia anunciada. Assim, vizinhos definem a morte da idosa Corina Pedroso Dias, 79 anos, assassinada pelo próprio filho, na noite de terça-feira, no centro de Gravataí. Embora os problemas com Luiz Ademir Pedroso Dias, 59 anos, fossem constantes, Corina registrou só uma queixa contra o filho, em 2008, por lesões corporais. Na terça-feira à tarde, a Brigada Militar foi acionada por vizinhos, pois Luiz ameaçava mais uma vez a mãe, na casa onde moravam, na Rua Heitor de Jesus. Corina disse aos policiais militares (PMs) que o filho precisava ser internado, devido a problemas com álcool, mas negou-se a registrar ocorrência.Com sinais de embriaguez, Luiz desacatou os PMs e foi preso. Levado à delegacia, foi ouvido e liberado. Por volta das 20h, voltou a brigar com a mãe em casa. Os gritos atraíram a atenção dos vizinhos. Quando um deles entrou na residência, encontrou Corina morta, sobre uma escada de alumínio, que havia sido utilizada por Luiz para golpear a mãe. Autuado em flagrante por homicídio doloso, ele foi levado ao Presídio Central. Para outra mulher, em Guaíba, o instinto materno também foi fatal. Passava das 22h30min de terça-feira, na casa 13 da Rua D, bairro Nova Guaíba, quando Maria Margarete Corrêa, 52 anos, ouviu o pedido da irmã que segura sua mão: “Cuida do meu filho, dos meus netos, não deixa eles ficarem na rua que é muito perigoso”, disse a aposentada Ivonete Teresinha Paz Teixeira, 56 anos, baleada no abdômen e em um dos joelhos. A aposentada chegou a ser levada para o hospital no carro de um vizinho, mas morreu no caminho. Minutos antes, um homem desceu de uma moto na rua atirando com uma pistola .40. Matou o adolescente Rikelme da Silva Assis, de 14 anos, e feriu outros dois, de 15 e 14 anos. Quando entrou no pátio de Ivonete, ela trancou porta da casa, na qual o assassino desferiu vários tiros, que atravessaram e acertaram a aposentada. Na residência, haviam também netos dela e o filho, Ronaldo Paz Braga, 23 anos, que, segundo a polícia, seria o alvo. A família rechaça essa hipótese.

CUIDADO QUE QUEIMA (PÁGINA 28) Não é apenas para os veranistas que os dias de sol, pouco vento e água clara registrados no Litoral Norte estão convidativos. As águas vivas também afluíram em peso para a orla neste início de temporada, mais numerosas que os argentinos. Na manhã de ontem, que registrou 33ºC, os salva-vidas das guaritas 77, 76, 75 e 74 de Capão da Canoa tiveram de cravar a bandeira de cor roxa, usada para delimitar os locais com infestação das mães d’água. Ao longo da extensão dos quatro postos de observação, foram mais de 60 ataques. “Só durante a manhã foram mais de 30 ocorrências de queimaduras aqui na nossa guarita. Muitas delas, em crianças. Colocamos o aviso para alertar, mas mesmo assim as pessoas assumem o risco e entram no mar”, contou o sargento José Alex Antunes, que fica de guarda no posto 75. Desde o verão passado, quando os ataques ardidos viraram rotina, muitos salva-vidas mantêm nas guaritas garrafas de vinagre para distribuir aos banhistas que foram queimados. “A garrafa de um litro de vinagre acabou rápido hoje. Distribuímos para todos que vêm pedir ajuda”, contou o soldado Eduardo Jardim, da guarita 77. Maria Eduarda Barbosa, 12 anos, saiu da água aos prantos em direção à guarita 74 para pedir ajuda. A menina, natural de Lavras do Sul, está veraneando pela primeira vez em Capão da Canoa com a família. Logo no primeiro banho de mar do ano, foi apanhada: “Estava aproveitando o mar quando senti uma fisgada e depois uma ardência. Minhas duas pernas estão muito doloridas”, contou, soluçando, enquanto aplicava uma compressa com vinagre dado por salva-vidas. Raquel Flores, 62 anos, estava animada para entrar na água, mas, após ver o aviso em roxo, foi até a guarita 75 para pedir informações. Após as respostas, mudou de ideia. “O mês de janeiro estava tão chuvoso, daí, quando abre esse tempo limpo, com mar na temperatura perfeita, aparecem esses bichos para incomodar a gente. Desisti de dar um mergulho”, contou, irritada, a aposentada. Desde o ano passado, a bandeira de cor roxa com os dizeres “Atenção: incidência de águas-vivas” é utilizada na beira-mar e indica aos banhistas a necessidade de cautela. A marcação é resultado de uma parceria entre Operação Golfinho e a universidade Feevale.  Ainda não existe uma norma de como utilizar o sinal indicativo. Os salva-vidas afirmaram que a região que tem mais de dois ataques já recebe a bandeira de alerta. Conforme o chefe das Operações dos Salva-Vidas da Brigada Militar, major Julimar Fortes, a bandeira ajudou no ano passado a conscientizar os veranistas: “A incidência dos ataques é complicada de controlar, porque muitas pessoas que são atacadas não procuram os socorristas. Na questão da conscientização, o projeto deu certo porque mostra aos veranistas as áreas onde pode existir maior risco”. Como no último verão, os banhistas que sofrerem as ferroadas das medusas também são incentivados a responder a um questionário sobre a ocorrência. As respostas se transformam em dados que são tabulados pelo Centro de Pesquisa e Planejamento (CPP) da Feevale. “Esse trabalho é importante para que possamos determinar o perfil das pessoas que se queimam e, também, o tipo de lesões provocadas. Desta forma, os salva-vidas terão estatísticas para poder agir preventivamente”, explica o coordenador do CPP, Diego Martins de Assunção. De acordo com Cariane Campos Trigo, bióloga do Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (Ceclimar), a presença das ameaças gelatinosas são comuns para esta época. “As águas-vivas buscam águas quentes para se reproduzir. Quando o mar está límpido e não tão gelado, elas aparecem”, diz a especialista. CAPÃO DA CANOA

MORTES NA PRAIA ALERTAM PARA PERIGO DO REPUXO (PÁGINA 29) Corrente de água que volta da praia para o oceano, abrindo canais que garantem fama de revolto ao mar gaúcho, o repuxo ajudou a engrossar as estatísticas de mortes por afogamento no começo desta semana. Na terça-feira, dois jovens morreram afogados em Atlântida Sul depois de entrarem no mar sinalizado como impróprio para banho pelos salva-vidas. Patrick Lucas Porto, 21 anos, e Matheus Porto Campelo, 17 anos, afogaram-se perto da guarita 108. Patrick foi resgatado do mar inconsciente e morreu no Hospital Santa Luzia, em Capão da Canoa. Matheus ficou desaparecido até o meio-dia de ontem, quando o corpo foi localizado. Mais duas mulheres, de 20 e 30 anos, que também estavam próximas à guarita 108, foram resgatadas pelos salva-vidas e receberam atendimento médico. Segundo o chefe de operações da Operação Golfinho, major Julimar Fortes, os acidentes poderiam ter sido evitados se os banhistas tivessem respeitado a orientação dos salva-vidas: o local estava sinalizado com bandeira preta devido a uma corrente de retorno. “A ação dos salva-vidas é preventiva. Eles são os primeiros a chegar à praia para avaliar as condições e indicar aos veranistas se a área é própria para banho ou não. Os acidentes podem ser evitados se as pessoas forem mais cautelosas”, adverte. As correntes de retorno estão entre as principais causas de morte por afogamento no Litoral Norte. Conforme Fortes, o fenômeno é comum nas praias gaúchas, favorecido pelas condições geográficas. “Nossas praias, de mar aberto, sem enseadas, favorecem esse tipo de fenômeno. Apesar disso, é difícil prever onde vão se formar, porque não ocorrem sempre no mesmo lugar”, explica. As correntes variam em tamanho, largura, profundidade, velocidade e potência. Elas se formam, geralmente, quando as ondas quebram e empurram a água acima do nível médio do mar. A velocidade do fluxo de água retornando ao mar pode variar de 0,5 metros por segundo a até 3,5 metros por segundo – o que pode surpreender até um nadador habilidoso.Para prevenir acidentes, segundo o chefe da Operação Golfinho, o ideal é ficar atento à sinalização e aos alertas dos salva-vidas. Caso a pessoa caia no “repuxo”, a recomendação é manter a calma e nunca nadar contra a corrente. Se puder flutuar, o banhista deve acompanhar as ondas de lado até chegar a um banco de areia ou receber ajuda.Desde o início da Operação Golfinho, em 19 de dezembro, pelo menos 28 pessoas já perderam a vida em casos de afogamento em locais onde não há atendimento de salva-vidas no Rio Grande do Sul – basicamente praias de água doce. O número é mais de 125% maior do que o registrado no mesmo período da temporada passada. Nas praias onde há salva-vidas, cinco pessoas morreram afogadas desde o começo da Operação, duas a mais que no mesmo período da temporada passada. LITORAL NORTE


quarta-feira, 13 de janeiro de 2016